Para que serve a vesícula?
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Em formato de pera, a pequena vesícula biliar é responsável por concentrar, armazenar e excretar a bile, substância constituída por colesterol, sal e pigmentos biliares, imunoglobulinas e água.
Conceito
Em formato de pera, a pequena vesícula biliar é responsável por concentrar, armazenar e excretar a bile, substância constituída por colesterol, sal e pigmentos biliares, imunoglobulinas e água. A bile atua no duodeno digerindo as gorduras ingeridas pelo organismo e alguns problemas podem acontecer em decorrência dessa função - tanto pela qualidade da dieta e pela ação de medicamentos quanto por obesidade e outras questões de saúde. São exemplos de complicações na vesícula: pedra/pólipos/inflamação na vesícula, vesícula preguiçosa, refluxo biliar, câncer.
Pedra na vesícula
Um dos problemas mais comuns na vesícula consiste na formação de cálculos de colesterol que podem desencadear obstruções e tensões digestivas. Isso geralmente acontece pelo desequilíbrio na concentração dos componentes da bile ou pela retenção da bile na vesícula por um longo período de tempo.
Entre os fatores de risco mais conhecidos na formação do quadro estão: diabetes, histórico de gravidez, etnia negra, sedentarismo, uso contínuo de anticoncepcionais, obesidade ou perda repentina de peso depois de procedimentos bariátricos. Neste último caso, o risco é maior nos 6 primeiros meses depois da cirurgia e vai diminuindo conforme o peso se estabeleça. Por isso é tão comum a recomendação de retirar a vesícula junto com a cirurgia de redução do estômago, embora não seja uma prática exatamente simples.
Os sintomas mais comuns são dores estomacais, febres, náuseas e vômitos. E o tratamento pode ser medicamentoso com a utilização de remédios específicos, terapêutico com a realização de ondas de choque ou cirúrgico. Tudo vai depender dos sintomas, do tamanho das pedras e de questões como idade, peso ou doenças associadas
É possível viver sem a vesícula?
A retirada cirúrgica da vesícula biliar, tecnicamente chamada de colecistectomia, está indicada em caso de inflamação, formação de cálculos ou até em decorrência de um câncer. Costuma ser uma cirurgia rápida, com pouco tempo de repouso e recuperação. Pode ser realizada por laparoscopia ou de forma convencional com riscos mínimos.
O paciente que chega ao ponto de retirar o órgão, geralmente sente muita dor ao experimentar qualquer alimento gorduroso, por menor que seja. Por isso nos primeiros dias depois da operação é indicada uma dieta líquida ou pastosa, pobre em gorduras e embutidos, mas rica em itens naturais.
O indivíduo pode viver tranquilamente sem a vesícula, pois outros órgãos nos arredores assumem a função. Com a retirada cirúrgica, a bile que é produzida no fígado, vai continuar sendo produzida, mas em vez de ficar armazenada na vesícula, vai logo para o intestino a fim de eliminar a gordura dos alimentos e não a gordura do corpo.
Fonte: Medical Site