Voltar para o site Thales Paulo Batista

O que é pedra na vesícula?

Publicado em

O que é pedra na vesícula?

A vesícula é um pequeno órgão localizado no fígado, que armazena um líquido ácido, esverdeado e importantíssimo para a digestão, a bile.

Conceito

A vesícula é um pequeno órgão localizado no fígado, que armazena um líquido ácido, esverdeado e importantíssimo para a digestão, a bile. Como o próprio nome sugere, pedra na vesícula são cálculos dolorosos que se formam nessa região e são provocados por algum desequilíbrio na bile.

Sintomas

A bile consiste na mistura de diversas substâncias, entre elas, o colesterol. Na grande maioria das vezes, é o colesterol o responsável pela formação dos cálculos - que podem se alojar na vesícula e serem tão pequenos, que não causam nenhum sintoma ou podem ser maiores e obstruir o duto biliar, bloqueando o fluxo da bile para o intestino e aí, sim, provocando cólicas intensas, às vezes acompanhadas de febre, náuseas e vômitos. Se as pedrinhas continuarem presas no duto, as dores persistem. Mas se elas voltarem espontaneamente para a vesícula ou se movimentarem para o intestino, o incômodo - que geralmente acontece no lado direito superior do abdômen e vai irradiando para a caixa torácica ou para as costelas - diminui. Por isso esses sinais costumam acontecer logo depois da refeição.

Fatores de risco

Há muitos fatores que contribuem para a formação de cálculos na vesícula, como alta ingestão de gorduras e carboidratos e pouca ingestão de fibras; sedentarismo que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol); diabetes; obesidade; hipertensão; tabagismo; uso contínuo de anticoncepcionais e predisposição genética.

Tratamento

O tratamento para pedra na vesícula pode ser medicamentoso. Os fármacos diluem os cálculos que são constituídos apenas de colesterol, mas, caso não sejam, a solução mais eficaz é uma cirurgia feita por laparoscopia - cuja internação é mais rápida e a recuperação mais tranquila. A vesícula é retirada com apenas quatro furos na barriga. Mas caso o paciente não possa se submeter a uma cirurgia, ainda que pouco invasiva, o tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo também é uma opção.

O pós-operatório exige não apenas uma mudança nos hábitos de vida pela recuperação, mas para não haver reincidências. A alimentação deve ser rica em fibras e pobre em gorduras, o peso deve ser mantido próximo ao ideal para evitar doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão. Como o problema costuma ser mais comum em mulheres, deve-se conversar com o médico sobre os métodos ideais de contracepção e os efeitos colaterais que alguns anticoncepcionais podem causar.

Fonte: Medical Site