Cirurgia Bariátrica: e depois?
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Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem recuperar o peso e facilmente retornar às mesmas condições de antes do procedimento. A bariátrica passou a ser um recurso para pessoas que apresentavam taxas exorbitantes de mortalidade. Consiste na redução
Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem recuperar o peso e facilmente retornar às mesmas condições de antes do procedimento. A bariátrica passou a ser um recurso para pessoas que apresentavam taxas exorbitantes de mortalidade. Consiste na redução das dimensões estomacais e na alteração do trânsito do bolo alimentar pelas alças intestinais.
A cirurgia é invasiva e a adaptação no pós-operatório não é fácil porque exige muita resiliência e disciplina. A perda de peso é dramática, mas eficaz, podendo chegar até 50 kg. Além disso, os primeiros benefícios vão desde a redução da glicemia e da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicérides até a melhora dos problemas respiratórios, cardíacos, ortopédicos e articulares, etc. Mas o menor exagero no consumo alimentar pode desencadear sintomas bem desagradáveis, inclusive o retorno ao peso anterior, já que a bariátrica não é uma solução definitiva, apenas emergencial.
Pesquisas revelam que a redução máxima do peso corpóreo ocorre, em média, dois anos depois do procedimento. O aumento de peso acontece neste ínterim e prossegue até cinco anos após a cirurgia, quando o paciente recupera até 20% ou mais dos quilos perdidos. E não é só o peso corporal que aumenta, como também a pressão arterial, a diabetes e o colesterol. As condições físicas, de modo geral, também pioram e sobra até para a saúde mental. O resultado é que parte dos pacientes se mostram insatisfeitos com a cirurgia, ainda que conservem uma média de 73% do peso perdido.
Esse processo que leva 15% dos pacientes de uma cirurgia bariátrica a ganhar peso de novo é considerado uma recidiva da obesidade. Os motivos podem ser técnicos, metabólicos ou psicológicos. Por isso o tratamento deve ser multidisciplinar e envolver profissionais como endocrinologistas, cirurgiões, psiquiatras, nutricionistas e educadores físicos para um efetivo acompanhamento dos pacientes.
Segundo os psicólogos, vários fatores comportamentais são responsáveis pela recidiva da obesidade, como a perda de controle alimentar, a baixa qualidade de vida e a falta de acompanhamento no pós-operatório. Para algumas pessoas é mais difícil aderir um novo estilo de vida do que é para outras, o tratamento psicológico especializado no tema deve explorar este aspecto. Ou seja, não fazer exercício físico e ter comportamento sedentário engorda, mas é possível trabalhar essa conjuntura.
Fonte: Medical Site